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Como surgiu – A história da melhor tee de todas.

28 dez

A idéia de ter uma marca começou a brotar do desespero de uma mulher que vê, com tristeza, sua camisetinha-off-white-coringa envelhecer. Sim, essa mulher sou eu.

Pois é. Sabe quando você vai às compras e compra por acaso uma blusinha de 19,90 na liquida-Zara e no ínicio nem vê muita graça na aquisição?

Comprei uma blusinha na Zara e lógico, como toda mulher, na primeira oportunidade saí com ela. A blusa caía do meu ombro, quase me deixava nua, no meio do assunto eu parava pra me arrumar, aí esquecia o que estava falando, aí ela caia de novo, e por aí vai.  Não era de Deus. Usei algumas vezes mas ela me deixava louca com aquele ombro caindo.

Um dia abri o armário louca por alguma coisa bem basiquinha, nem branca, nem cru. Off-white. La estava a blusinha da Zara. Resolvi pegar uma fitinha de cetim fina da cor da blusa (que peguei nas coisas de mamis) e costurei atrás, de forma que eu podia dar um laço, regulando o ombro pra não me incomodar.

Foi então que tudo mudou. Eu e a blusa nos tornamos inseparáveis. Íamos ao parque, a faculdade, a balada, ao cinema, ao almoço na vovó, as reuniões, fazíamos tudo juntas. Achei que viveria forever happy com ela.

Um dia fui atrás da minha coringa-melhor-amiga-e-conselheira, encontrei no balde de roupas ainda sem passar  e corri para a empregada. Pedi pra ela passar a camisetinha enquanto eu me arrumava e pro meu espanto ela tentou recusar. Um pouco envergonhada, disse que não fazia sentido uma menina com tanta blusa bonita no armário querer sair com aquela coisa velha.

Confesso que fiquei sentida com o “coisa velha”, mas estava com pressa então deixei passar. Até o dia em que outras pessoas comecaram a se manifestar. Meu pai, uma irmã e até minha melhor amiga tentaram me avisar que estavam ficando constrangidos de sair comigo quando eu usava aquela blusa…

Não me perguntem como, nem quando, ela sumiu. Lógico que alguém que me ama muito achou que estava me fazendo um favor e desapareceu com ela.

Nunca mais eu fui a mesma. Por diversas vezes, sai em busca de uma substituta. Cheguei a comprar algumas peças. Nenhuma se comparava a ela.

Fui até a Zara, expliquei a situação, disse que PRECISAVA que eles fizessem UMA igual pra mim.

Vejam bem, eu não estava pedindo pra voltar para a próxima coleção, eu não estava tentando MANDAR NA ZARA, eu só precisava que eles fizessem uma outra igual. Eles não fizeram.

Isso dói até hoje. Inclusive proponho um minuto de silêncio nesse momento. Mas dizem que o sofrimento amadurece e, um dia, conversando sobre a vontade de comprar coisas que eu não encontro em lojas, a idéia de ter uma marca brotou.

Esta aí, quase pronta. Espero que vocês gostem.

RIP podrinha linda, onde vc estiver.

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